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Além do Diagnóstico: O Que a Avaliação Neurofisiológica Revela Sobre Você



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O diagnóstico de TDAH é exclusivamente clínico. No entanto, nós somos muito mais do que um diagnóstico.

Um estudo duplo-cego investigou a associação entre biomarcadores sanguíneos de inflamação subclínica e as alterações no eletroencefalograma quantitativo (EEG-q) e marcadores neurofisiológicos de pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Os resultados mostraram que indivíduos com TDAH apresentavam:

  • Níveis sanguíneos alterados de marcadores inflamatórios;

  • Aumento de ondas lentas delta (2–4 Hz) e theta (4–7 Hz) no EEG, associadas à fadiga mental, dificuldades de atenção e maior vulnerabilidade emocional.

Esses achados reforçam que o TDAH não deve ser visto apenas como uma questão comportamental ou de foco, mas como um fenômeno complexo, que envolve cérebro, corpo e metabolismo.

O Papel da Avaliação Neurofisiológica

É aqui que a neurometria funcional ganha protagonismo.

Diferente de exames que apenas confirmam a presença do transtorno, a neurometria permite visualizar como o organismo está funcionando em tempo real:

  • Mostra sinais de inflamação silenciosa;

  • Avalia a reserva funcional do cérebro e do sistema nervoso;

  • Identifica padrões fisiológicos que mantêm ou intensificam os sintomas.

Assim, não se trata apenas de receber um diagnóstico, mas de compreender o que há além dele — e o que acentua os sintomas e desconfortos.

Diagnóstico não é sentença

Quando olhamos para além dos sintomas, encontramos caminhos terapêuticos que reduzem a intensidade dos sinais do TDAH e melhoram a qualidade de vida.

Isso inclui estratégias que vão desde ajustes nutricionais e hábitos de vida até protocolos de neurofeedback, biofeedback e modulação fisiológica, dentro de um acompanhamento multidisciplinar.

A conclusão é clara:

👉 O diagnóstico não é o fim, mas o ponto de partida.

👉 Com uma visão funcional e integrativa, é possível transformar limitações em oportunidades de desenvolvimento e saúde.


Compatibilidade entre Neurometria Funcional e Exames Sanguíneos no TDAH


Domínio Avaliado

Resultados Neurometria Funcional (NF)

Resultados Exames de Sangue

Compatibilidade

Reserva Funcional / Controle de Ansiedade

Mediana de 37% (esperado >75%) → baixa capacidade de autorregulação autonômica.

Vitamina D reduzida (<40 ng/mL em 77% dos casos) → déficit imunometabólico que compromete regulação do SNC.

Ambos indicam baixa resiliência fisiológica.

Sistema Nervoso Autônomo (SNA)

Índice barorreflexo: 87% (normal >90%) → função autonômica comprometida.

Marcadores inflamatórios elevados (leucócitos, eosinófilos, neutrófilos).

Inflamação crônica impacta SNA → achados coerentes.

Disfunções Hemodinâmicas / Fisiológicas

Alterações nos parâmetros cardiovasculares e de oxigenação → sinais de sobrecarga autonômica.

IgE elevada → processos inflamatórios e intolerâncias alimentares.

Ambos sugerem resposta inflamatória sistêmica.

Inflamação / Estresse Fisiológico

NF detecta baixa reserva e maior exaustão autonômica.

Proteína C-reativa e fibrinogênio sem diferenças significativas, mas perfil inflamatório evidente em outros marcadores.

Perfil de inflamação subclínica compatível.

CALAFANGE, Murilo Tolêdo. Associação entre biomarcadores sanguíneos de inflamação subclínica e o aumento de ondas lentas delta (2-4 Hz) e theta (4-7 Hz) observadas no EEG quantitativo de pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). 2023. 47 f. Dissertação (Mestrado em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento) – Universidade Federal de Pernambuco, Centro de Ciências da Saúde, Recife, 2023.

 
 
 

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